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18 juin 2008

Commentaires

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Cristina M

En voilà une poésie qui me va trés bien!
Je me vois sur les rochers, pieds nus,
Rêveuse, en écoutant la mer
Et surtout de ne penser à rien
Essayer de tout oublier
Pour mieux retenir cet instant dans ma mémoire
L'avenir quelquefois n'est toujours pas trés souriant
Alors à ces moments-là
C'est à toi que je pense:
Mon océan bien-aimé!

double je

l'un de mes extraits préférés et qui figure en bonne place sur mon blog, heureuse de le lire ici par un jour où je scrute assise dans les rochers la mer...

merci pour le plaisir d'aller tous les matins à la découverte de ce carnet de poésies...

Mariana Pimentel

O MAR


Ondas que descansam no seu gesto nupcial
abrem-se caem
amorosamente sobre os próprios lábios
e a areia
ancas verdes violetas na violência viva
rumor do ilimite na gravidez da água
sussurros gritos minerais inércia magnífica
volúpia de agonia movimentos de amor
morte em cada onda sublevação inaugural
abre-se o corpo que ama na consciência nua
e o corpo é o instante nunca mais e sempre
ó seios e nuvens que na areia se despenham
ó vento anterior ao vento ó cabeças espumosas
ó silêncio sobre o estrépito de amorosas explosões
ó eternidade do mar ensimesmado unânime
em amor e desamor de anónimos amplexos
múltiplo e uno nas suas baixelas cintilantes
ó mar ó presença ondulada do infinito
ó retorno incessante da paixão frigidíssima
ó violenta indolência sempre longínqua sempre ausente
ó catedral profunda que desmoronando-se permanece!


António Ramos Rosa
Facilidade do Ar
Lisboa, Caminho, 1990


Eh, bien Tiago, je sais pas traduire, mais ce texte va biens avec ta merveilleuse photo et Le Marin, de Pessoa.

Mariana

Mariana Pimentel

O MAR


Ondas que descansam no seu gesto nupcial
abrem-se caem
amorosamente sobre os próprios lábios
e a areia
ancas verdes violetas na violência viva
rumor do ilimite na gravidez da água
sussurros gritos minerais inércia magnífica
volúpia de agonia movimentos de amor
morte em cada onda sublevação inaugural
abre-se o corpo que ama na consciência nua
e o corpo é o instante nunca mais e sempre
ó seios e nuvens que na areia se despenham
ó vento anterior ao vento ó cabeças espumosas
ó silêncio sobre o estrépito de amorosas explosões
ó eternidade do mar ensimesmado unânime
em amor e desamor de anónimos amplexos
múltiplo e uno nas suas baixelas cintilantes
ó mar ó presença ondulada do infinito
ó retorno incessante da paixão frigidíssima
ó violenta indolência sempre longínqua sempre ausente
ó catedral profunda que desmoronando-se permanece!


António Ramos Rosa
Facilidade do Ar
Lisboa, Caminho, 1990


Eh, bien Tiago, je sais pas traduire, mais ce texte va biens avec ta merveilleuse photo et Le Marin, de Pessoa.

Mariana

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